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Eu sou um grande apaixonado pela área de Gestão de Pessoas, não simplesmente pela abrangência da mesma, mas pela grande diversidade de questões envolvidas. Para isso, faz-se necessária uma condição sine qua non como diriam os juristas, ou seja, imprescindível: gostar de pessoas, gostar de gente.
Começo fazendo esse posicionamento para poder levantar a questão central deste artigo: o que determina o comportamento das pessoas nas Organizações?
Partindo da Teoria Comportamental da Administração, podemos dizer que o comportamento das Organizações depende do comportamento das pessoas que delas fazem parte que, por conseqüência, depende de suas motivações. Pois bem, esta é uma conclusão relativamente óbvia que não nos leva muito longe, isto porque o grande “X” da questão é: o que motiva as pessoas? Agora sim, damos início ao nosso grande desafio.
Costumo dizer e acreditar que devemos liderar como um bom jogador de Xadrez. Para os que não conhecem o jogo, trata-se de conquistar um objetivo movendo suas peças da melhor maneira possível. Isto também parece óbvio não fosse o fato de cada peça possuir suas forças e limitações. Imagino a empresa e o mercado como um grande tabuleiro de Xadrez e nossa equipe de funcionários as nossas “peças” deste jogo. Qual seria a melhor jogada? Qual “peça” deveríamos movimentar? Obviamente as respostas decorrerão da situação em que nos depararmos. Feita esta analogia voltemos ao foco do assunto. A motivação das pessoas pode decorrer de vários fatores: remuneração, perspectiva de crescimento profissional, ambiente de trabalho, possibilidade de desenvolvimento profissional, mas quero mencionar um ponto específico, a felicidade na realização de suas tarefas e funções.
Bom, agora faço a junção das “peças”, ou melhor, das ideias. Tenho percebido que muito dos comportamentos inadequados ou indesejados que encontro nas empresas são oriundos do sentimento de infelicidade na realização das obrigações laborais dos funcionários. Por vezes, as pessoas são submetidas a trabalhos que não gostam sem ao menos terem sido avaliadas sob o aspecto vocacional. Perdemos excelentes vendedores lotados em áreas administrativas e exímios assistentes administrativos por sua vez atuando na área de vendas, que são incapazes de realizar bons trabalhos. Incompetência? Se há, certamente é proveniente de seus líderes que são, estes sim, incapazes de identificar e aproveitar o melhor que sua equipe pode proporcionar. "A liderança é a arte de conseguir com que um outro faça alguma coisa que você quer, feita porque ele quer fazê-la", já dizia Dwight D. Eisenhower.
Escrito por Vinicius Nejaim