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Os anos de 2008 e 2009 nos mostram mais uma vez que de fato crise se transforma em oportunidade, passamos pela segunda maior crise do capitalismo, vimos mercados acionários amargarem desvalorizações recordes em um curto período de tempo onde em cinco meses derreteu 58% do seu topo histórico. O pânico era a bola da vez e todos só pensavam em se desfazer de suas ações.
Em 2008 atingimos o topo e o fundo do Ibovespa, principal índice de ações do Brasil, é isso que acontece no mercado acionário, quanto mais barato fica mais pessoas entram em pânico e começa a correria para vender seus ativos, ao contrário do que existe no “mundo real” imaginem um terreno de R$ 100.000,00 em seis meses ele estará custando R$ 300.000,00, em outra situação o mesmo em seis meses estará custando R$ 90.000,00 com certeza iríamos atrás da segunda situação, não é o que acontece com as pessoas no mercado acionário, é como se pedisse sempre para pagar mais caro por algo.
A falta de estratégia ou de conhecimento sobre os seus investimentos reflete no que você colhe deles. Aquilo que você deseja com o acúmulo de capital tem que estar pré-estabelecido. Qual a finalidade desse investimento? Compra de uma nova moradia? Pagar escola ou faculdade dos filhos? Aposentadoria?
Para investidores de longo prazo a crise que passamos foi uma oportunidade imperdível, uma ação como Vale que custava R$ 55,00 em cinco meses estava custando R$ 20,00 e hoje está custando R$ 50,00, quanto mais se gasta menos de ganha.
Quando o mercado acionário atingiu seu menor nível em 2008 a procura por ações era rara, ao contrário de hoje, onde vemos o Ibovespa com valorização de 80% nos últimos 12 meses. O ideal não é acertar o menor nível para efetuar as compras, mas sim sempre ter uma boa estratégia para rentabilizar sua carteira no longo prazo.
Escrito por Guilherme Bevilaqua